Coragem Bebeto de Freitas, ainda há tempo
Bom, mais uma vez o Botafogo perdeu um jogo que não poderia ter perdido. Mais uma vez deixou escapar uma taça. Eu já escreví tanto sobre isso que nem sei. Mas é de matar qualquer um de raiva a insistência na mediocridade. Vocês podem dizer que com Dodô, Zé Roberto nós também não ganhamos nada. Ok, mas o problema é que a nossa diretoria achou que resolveria o problema com jogadores piores do que Dodô e Zé Roberto. Ou seja, se com eles não dava, com esses de agora então... Tudo bem que não necessitava uma demonstração tão drástica, uma derrota para o Corínthinans jogando com cinco reservas. Foi demais e maltratou o torcedor que não tem culpa nenhuma da incompetência futebolística dos dirigentes botafoguenses.
A figura do Bebeto é cada vez mais confusa para mim. Por um lado merece o respeito de grande atleta e de dirigente que resgatou o Botafogo da segunda divisão e o colocou de novo no páreo dos principais títulos. De outro lado parece um dirigente indeciso e incapaz de trazer os craques necessários para a conquista de um título maior.
Sei lá, eu já falei mal do Bebeto, falei de mais, me arrependo, às vêzes tenho vontade de apagar um ou dois blogs que fiz sobre ele, mas não dá para esconder o desencanto com esse Botafogo que quase chega lá e perde. Não é possível que seja mais fácil arrumar um estádio tão bonito quanto o Engenhão e não conseguir trazer um craque por seis meses! Porque é assim que esta o futebol brasileiro. Os clubes conseguem manter seus grandes jogadores por seis meses, um ano no máximo. Pelo que se lê nos jornais, são acordos assinados por vários clubes, procuradores, advogado de todo lado e, mesmo assim, acordos frágeis e duração curtíssima.
Vamos lá Bebeto, ainda dá tempo de você conseguir um grande título para coroar sua administração. Coragem!
Escrito por Jose Mattos às 12h06
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A Canalhice de Mano Menezes
Esse Mano Menezes é um Mané Manezes. Vejam que ontem depois do Corinthians jogar uma partida boa contra o Botafogo, perder lutando muito e, digamos a verdade, ter dominado o jogo em boa parte do tempo, o sr. Mano Mané insinua aos repórteres que haveria uma intenção de deixar o Botafogo ganhar porque estavam com pena dele ter perdido tantas decisões recentes.
Ora, francamente, quem merece pena é o Corinthians que esta na segunda divisão apesar de sua torcida e história dentro do futebol brasileiro. E que não conseguiu nada no campeonato paulista. O sr. Mano Mané Menezes esta fracassando na missão que lhe confiaram e com a falta de ética dos falsos esportistas, dos canalhas que infestam o esporte brasileiro, vem desmerecer o adveresário que o venceu em uma partida absolutamente normal.
Esta a tentar inverter o problema. Quem merece pena é ele, o time dele. E ele que faça o que o Botafogo e o Palmeiras fizeram com tanta competência e sem ofender ninguém. Volte para para a primeira divisão. Aí conversamos.
Escrito por Jose Mattos às 10h36
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A arte da interpretação segundo Leila Lopes
Ainda dá para gente se surpreender. Não sei por quanto tempo, mas ainda dá. Estou eu dando minhas voltinhas pela Internet e salta na tela a notícia: Leila Lopes lança filme pornô. Quem é Leila Lopes? Não sei. Mas, como eu ando cada vez sabendo menos sobre quem são os sucessos do dia, resolvo dar uma checada e entender melhor porque a Leila Lopes e o seu filme pornô estão no portal do Globo.
Morena bonita, sorriso aberto, não recordo de tê-la visto antes, pior para mim a mulher é muito bonita. Vamos aos fatos. Essa atriz depois de trabalhar em produções de tv e cinema resolveu seguir os passos de Rita Cadilac e Gretchen e passar para o lado pornô da força. Até aí, problema dela. Mas ela resolve explicar a decisão. Aí... Vejamos:
"As cenas de sexo são lindas, não são vulgares. Dei tudo de mim, eu me dediquei muito, incorporei a Marlene e a vivi intensamente, com a mesma disciplina que interpretei outras personagens”. Começa aí o meu espanto. Veja bem, eu vivi até hoje na crença que o ator, tal qual o poeta de Fernando Pessoa, fingia. E, como no poema, fingia tão perfeitamente que nós críamos no personagem que ele incorporava. Agora, isso é ou não é um pouco diferente de você se deixar filmar em “ação” com o Carlos Bazuca? O que você esta interpretando? Você esta fazendo, não esta interpretando. Ou então eu passei a vida toda sem entender direito o que significa levar um personagem ao palco.
Tem mais. Leila Lopes explica porque preferiu contracenar com o Bazuca, vejam só a sensibilidade artística: "Eu o escolhi porque ele tem o tipo físico de um padre e pelas cenas dele às quais assisti, onde senti delicadeza, romantismo e gentileza. Não queria sexo selvagem””, explicou a nossa atriz para a imprensa. E, para concluir, leiam só: "Foi altamente interpretação. Tem que ter muita técnica, colocação de corpo, postura para a câmera"contou.
É, então é por aí a coisa, quem não sabia era eu. Enfrentar o Bazuca na frente da câmara, dando espaço para a lente focalizar todos os orifícios do corpo devidamente preenchidos é alta interpretação...
Sabe de uma coisa? Vamos deixa a Leila ganhar um dinheirinho em paz. Afinal, “Depois que o filme acabou eu chorei muito", ela declarou para o portal do Globo. Ou vocês pensam que contracenar com o Bazuca não dói?
Escrito por Jose Mattos às 06h25
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Manda chamar o Nardoni
E, Brasil bão! Por aqui, seja tragédia, seja drama, catástrofe, o que for, nada resiste mais do que alguns dias. As piadas vão aparecendo, das primeiras a gente rí meio envergonhado e depois...vira bagunça, na maioria das vezes com razão.
Ontem eu voltei de Brasilia em um vôo infestado de crianças. E sei lá que teoria educacional moderna diz que as mães não podem mais beliscar seus lindos rebentos quando eles começam a incomodar os vizinhos. O fato é que essa teoria esta na moda e somos obrigados a aguentar gritos, cambalhotas, vomitadas e outras gracinhas de crianças em restaurantes, shoppings e...aviões.
Gente, no avião é fogo. Você está lá trancado a não sei quantos mil metros e os diabinhos a correrem pelo corredor, treparem pelo carrinho do serviço, se dependurarem nas aeromoças, esbarrarem no seu laptop, o negócio é difícil de aguentar.
E, depois de uns quarenta minutos de loucura infantil o passageiro ao meu lado não aguentou e falou em bom som: se ninguém cuidar dessas crianças eu vou chamar o Nardoni!
Foi um clima. Uns quinze segundos de silêncio, umas duas gargalhadas. Uma das mães soltou um: que absurdo! Vou dar queixa ao comandante (vê se pode...).
Enfim, pelo sim ou pelo não, as mães recolheram seus rebentos.
Fica a sugestão. Lobo mal já era, em caso de desespero ameace com o Nardoni.
Escrito por Jose Mattos às 17h30
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Onde fica a Igreja Católica?
Sábado fui a uma inauguração na cidade de São Francisco de Itabapoana. É no extremo norte do Estado do Rio de Janeiro, um pouquinho mais e já se esta no Espírito Santo. Pois bem, o município é enorme e mal sinalizado como toda cidade brasileira. Depois de algumas tentativas de localizar o local da festa desistí e liguei para um dos anfitriões em busca de orientação.
Ele me disse, “daí onde você está é só ir até a frente da Igreja Católica e dobrar a esquerda, aí vá até o fim da rua, não tem erro”. Comecei então minhas andanças atrás da Igreja Católica. E percebí como o Brasil mudou. Antigamente ele diria vá até a Igreja de Santo isso ou Santa aquilo ou Nossa Senhora de não sei onde. Hoje, ele me disse vá até a frente da Igreja Católica. Antes de encontrá-la, passei por inúmeros templos de outras religiões, a maioria delas evangélicas e de outras denominações protestantes. Em todas, pela hora, cantos, o pastor gritando a palavra de Deus, impingindo o evangelho a suas ovelhas. Anda daqui, anda dali, encontrei a Igreja Católica. Apagada, silenciosa, sem movimento, os pobres santos abandonados em seus altares.
Dei-me conta que esta difícil encontrar a Igreja Católica e quando a encontramos muitas vezes esta fechada. Minha caminhada pela cidade em busca do prédio da Igreja Católica era semelhante a caminhada espiritual que muitos brasileiros estão realizando em busca da Igreja Católica e cansados de a procurarem terminam por entrarem em prédios de outras crenças.
Segundo as estatísticas ainda somos um país católico. É difícil acreditar nisso passeando por São Francisco de Itaboana em busca da Igreja Católica.
Escrito por Jose Mattos às 09h48
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Alexandre Nardoni terá que copiar "O Fugitivo" para se inocentar.
O assassinato da menina Isabela é tão horrível que a gente fica torcendo pela versão do pai e a madrasta se comprovar e haver mesmo um outro culpado. Não é que eles tenham conseguido atrair simpatia. Ao contrário, até agora eles pareceram pessoas frias e distantes de Isabela. Alguém já escreveu que nesse caso não se viu ninguém de luto pela menina e é verdade. Mas é que admitir a versão da polícia é aceitar que o pai ao ver a filha de seis anos desacordada por uma agressão de sua mulher, preferiu assumir a que a menina já estava morta, jogá-la pela janela e tentar levar a vida como se tudo fosse um acidente. Ou seja, ele achou possível jogar o corpo de sua filha pela janela e continuar a vida como se nada houvesse acontecido. Francamente, mesmo para espectadores de Law and Order: Special Vitims Unit,e de outras belezas trazidas a nossa casa pela televisão, é um pouco demais.
No meio dessa tragédia toda me lembrei de uma série antiga da tv chamada “O Fugitivo”. O mote era o médico Richard Kimble acusado de matar sua esposa e que alegava inocência. Segundo ele um desconhecido havia matado sua mulher. Nem a polícia nem a justiça compram essa versão e ele é condenado. Foge e vai procurar o verdadeiro assassino. Todos os episódios da série eram as aventuras dele procurando o matador de sua mulher e de um inspetor da polícia que o busca implacavelmente. O programa dominou a audiência por anos e acabou transformado em filme com Harrison Ford no papel do Fugitivo e Tommy Lee Jones encarnando o policial Sam Gerard. Tommy Lee Jones acabou levando o Oscar de melhor ator coadjuvante por essa interpretação.
Pois bem, é o que resta ao Alexandre Nardoni. Passar a vida toda a procurar o verdadeiro culpado, o homem que ninguém viu e em coisa de poucos minutos matou sua filha, cortou a teia de arame da janela e a assassinou em vez de simplesmente fugir.
O diabo é que no filme o Fugitivo após anos e anos de aventuras termina encontrando o verdadeiro assassino e provando sua inocência. Acho que é a única saída para Alexandre.
Escrito por Jose Mattos às 09h35
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8 de maio, fim da segunda guerra e o Cruzeiro do Sul
Passo pelo Monumento dos Pracinhas, na praia do Flamengo, e vejo a tropa formada. É a comemoração do dia da Vitória, do fim da segunda grande guerra. Nesse país sem memória – será que é possível o futuro sem memória? – são apenas umas trezentas pessoas alí ao sol guardando a lembrança dos grandes brasileiros que se apresentaram no front de batalha europeu.
A segunda grande guerra foi sempre meu episódio histórico favorito. Além das razões óbvias, há também o fato de meu pai ter lutado nas tropas brasileiras. E eu desde menino vendo os filmes de guerra me espantava com o fato daquele homem que conversava comigo tão mansamente, me enchia de conselhos e carinho ter sido parte do conflito reproduzido nos cinema. E lá estavam as medalhas brasileiras e estrangeiras que ele recebera e eu gostava de ver e segurar para comprovar não só a sua participação mas a coragem que ele apresentou nas batalhas.
Mesmo assim, não tivesse passado hoje pelo Monumento eu não teria hoje lembrado da guerra, dos milhares de brasileiros que morreram ou em combate ou nos navios cargueiros bombardeados em todo o oceano Atlântico pelos submarinos alemães (qualquer dúvida a respeito consultem o Brasil na Mira de Hitler, excelente livro de Roberto Sander, recentemente editado pela Objetiva.
A participação de nossos pracinhas na segunda guerra é uma bela passagem da nossa história. A divisão brasileira ombreou-se as melhores divisões dos exércitos norte-americano, inglês, francês, alemão e dos mais de vinte países que por lá combateram.
Essa história irá ganhar esse ano uma versão nova. Será o relato dos próprios soldados brasileiros sobre a experiência da guerra. A Leo Christhiano Editorial esta a preparar o livro Cruzeiro do Sul. Trata-se de edição fac-símile do jornal escrito pelos próprios pracinhas durante a guerra e que circulava pela frente de batalha. A enriquecê-lo havia ainda textos de Ruben Braga, Joel Silveira e outros famosos repórteres que eram nossos correspondentes de guerra.
Essa coleção foi guardada com amor por Roberto Mascarenhas, neto do Marechal Mascarenhas de Moraes, nosso comandante em chefe da FEB. E em um trabalho organizado pela Ruy Portilho Assessoria o livro será ainda esse ano colocado à venda.
Vamos aguardar. Vamos esperar para ler os relatos da guerra como ela foi. Sem o racionalismo dos generais, sem o distanciamento dos estrategistas. A guerra contada pelo soldado razo, pelo homem que com um fusil na mão ia para luta.
Talvez esse relato traga para a memória nacional o valor do dia 8 de maio.
Escrito por Jose Mattos às 13h10
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O Botafogo perdeu de novo e foi de pouco
Dos meus seis leitores diários quatro torcem pelo Flamengo... Portanto, hoje é dia. Mas eu vou fazer o que a imprensa normalmente faz quando o Flamengo perde. Ou seja, em vez de escrever sobre quem ganhou o jogo, vou dedicar-me a quem o perdeu. Esse é um recurso usado pelos nossos jornalistas esportivos para continuarem a falar do Flamengo e continuarem a manter a atenção de seus torcedores mesmo em derrotas. Eu, portanto, vou falar sobre o grande Botafogo.
Bem, em primeiro lugar, vamos ao mais difícil: o Botafogo jogou pior esses dois jogos decisivos. Perdeu-os sem contestação nenhuma, sem nenhum espaço para o chororô que marcou a nossa diretoria nas últimas decisões. Livrou-se de coisa pior se nos lembrarmos das duas bolas na trave do nosso goleiro.
Dito isso, vamos ao que interessa. O Botafogo precisa parar de acreditar em mágica e achar que o Cuca sabe criar sinergias capazes de transformar um grupo de jogadores medíocres em uma grande equipe. Isso tem limite e essa decisão provou isso. Um time que deseja ser campeão brasileiro, sonha com Libertadores da América, não pode atrelar o seu destino a jogadores que eram reservas em grandes equipes. Um ou outro estava na reserva por injustiça ou porque o titular era um craque absoluto. A maioria estava na reserva porque lá era mesmo o seu lugar. E jogador reserva trava em jogo de decisão, dificilmente tem capacidade para fazer a jogada que decide o jogo. O Botafogo vendeu o Dodô e ficou se iludindo até ontem. Ah, mas com o Dodô também não foi campeão. É verdade, mas jogou muito, jogou de igual para igual, jogou tanto que deu espaço para o chororô de Montenegro, Bebeto e companhia. Isso para não nos lembrarmos do goleirinho sem vergonha que o Botafogo teve coragem de mandar a campo e que estragou totalmente o belo trabalho de Zé Roberto, Dodô e companhia.
É isso aí, bola para frente, e se essa diretoria quiser parar de sonhar pare de contratar uns reservinhas espertos e forme ou traga craques. Ou então é isso, a gente vai continuar quase chegando lá.
Escrito por Jose Mattos às 08h18
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As travessuras de Ronaldo Fenômeno
Ronaldo Fenômeno realmente dançou. Há um ditado no marketing político que pode ser aplicado a celebridades. Diz que só duas coisas terminam a carreira de um político: ser flagrado na cama com uma garota morta ou com um rapaz vivo. Ronaldo se superou. Foi flagrado com três rapazes vivos travestidos de mulher. Ele é político não vai concorrer a eleição, espero, mas não sai dessa. Essa noite será lembrada tanto quanto seus gols quando ele for recordado.
É verdade, tentar fazer piada sobre o Ronaldo é tentador. Para entrar no tema, podemos dizer que ele deu fácil...e será por um bom tempo alvo de todo tipo de graça. Será que vale a pena eu também fazer a minha? Sei lá, acho que não.
Em primeiro lugar, a situação já esta explorada por centenas de humoristas melhor qualificados do que eu para expor o ridículo de um super atleta, conquistador de modelos, ser pego com três travestis em quarto de motel a barganhar o quanto valia a noite.
Bom, mas isso terá conseqüências na vida profissional dele. Conseqüências talvez maiores do que eu consideraria justo. Eu acho justo ele passar uns dias escutando umas piadas, porém não acho justo ele sofrer retaliações profissionais por causa da travessura. Nessa hipocrisia reinante no mundo esportivo, é bem capaz disso acontecer. Mais uma vez, eu não quero nem de longe, e mesmo sabendo que esse blog tem uns seis leitores apenas, escrever qualquer coisa capaz de ajudar a empurrar o Ronaldo para baixo.
O Juca Kfouri postou um texto bom no qual lamenta os males que os excessos de dinheiro e fama produzem nos atletas sem cultura e educação para viver as benesses da riqueza. Eu sou mais por aí, essa turma vive com gente ao seu lado oferecendo de tudo, dizendo que vale tudo, que o importante é se divertir e, suponho, pagar um bom dinheiro pelas mercadorias servidas, sejam elas humanas, químicas ou sei lá mais o que.
Depois, é tão bom você admirar um esportista. Seja ele jogador de futebol, de tênis, piloto de fórmula 1, ginasta, são todos figuras que atraem uma identificação gostosa. Principalmente quanto se é criança. Aí a gente não tem pudor de sonhar em ser campeão mundial de Box, artilheiro da copa do mundo e por aí afora. Eu ainda sonho em decidir um jogo no Maracanã. É claro que hoje isso só pode ser pesadelo, pois a única maneira de eu transformar esse sonho em realidade é invadindo o campo e acabando a partida. Mas, confesso, em véspera de jogo às vezes ainda sonho em fazer um gol de cabeça e levantar a taça. Paciência.
Escrito por Jose Mattos às 08h54
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O Flamengo venceu.
Pois é, tem dia que gente perde e, pior ainda, tem dia que o Botafogo perde para o Flamengo. Eu não ví o jogo todo, mas no pouco que eu ví o Flamengo jogou melhor. Então é isso aí. Até domingo.
Escrito por Jose Mattos às 23h25
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Um carioca com saudades de São Paulo
A vida surpreende a gente, não é mesmo? Hoje eu fui passar o dia em São Paulo. Acordei cedinho, parti para o Santos Dumont, peguei meu avião rumo a Paulicéia Desvairada. Até aí, nada de novo. Só que quando cheguei percebi...que estava com saudades de São Paulo. Opa! Carioca pode sentir saudades de São Paulo? Pode sentir falta da marginal Pinheiros, da 23 de Maio? Bem, a verdade é que pode e eu estava com saudades da cidade.
Passeando pela Berrini, subindo a JK, chegando ao Itaim, almoçando na Av. Rebouças, quase dando uma voltinha na Oscar Freire, indo até a Itapeva e de volta até Congonhas foi um dia de matar saudades.
Dos amigos, parentes é claro. Mas, também, da confusão paulistana, é incrível! Eu fiquei pensando, será que estou com saudades do tempo que passei aqui? Mas, não, por mais que tenha passado um bom período em Sampa, a saudade era da cidade mesmo. É claro, não se pode separar totalmente a cidade da vida passada em suas ruas. Tivesse eu sido infeliz por lá seria mais difícil sentir nostalgia das ladeiras em direção à Paulista, da confusão das calçadas da Av. Sto Amaro, dos marronzinhos atrapalhando o tráfego, dos motoqueiros atacando por todos os lados.
Segui para Congonhas rumo ao Rio com o espírito preocupado. E agora? Como viver com essa descoberta? Como falar com os amigos sobre isso, como eu ficaria no emprego? Talvez fosse melhor calar sobre isso, viver em segredo com essa verdade incômoda. E no barzinho? Nem pensar...
Mas, tudo tem jeito. A tarde estava linda, o avião decolou bonito e, uns vinte minutos depois, passou por Parati e logo a seguir viu-se Angra dos Reis, Ilha Grande e a restinga de Marambaia. Dez minutos e aí estávamos a sobrevoar a baía de Guanabara. O piloto quem sabe suspeitando do drama de seu passageiro fez a aproximação do turista, passou rentinho ao Corcovado, deu uma bela vista da Lagoa, Ipanema, o samba do Tom Jobim cantou na minha alma e a salvou.
Ai que alívio. Desci do avião redimido, fora só um mal estar, nada de mais. Cheguei em casa abracei e beijei minha mulher e saímos para passear placidamente no calçada da praia.
Que susto...
Escrito por Jose Mattos às 22h22
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Botafogo, bicampeão da Taça Rio!
Eu não vou perder muitas linhas com o jogo de ontem. Foi lutado, foi suado e foi ganho no futebol e na garra. Essa história de que o Flu tem melhores valores individuais do que nós também acabou no jogo de ontem. Os times são parelhos e o do Botafogo é mais entrosado e aguerrido. Deu a justiça.
Um fato a ser anotado é que o Diguinho salvou dois gols em cima linha nos últimos dois jogos. Tanto contra o Flamengo quanto no de ontem, não fosse a excelente colocação de Diguinho dentro da área o jogo teria sido muito mais difícil. Nos dois casos a partida estava zero a zero e, portanto, o gol nos colocaria em inferioridade. Não li isso em nenhum lugar e faço aqui o registro.
Agora é o encontro do século onde a verdade será reposta e o Flamengo enviado para o seu devido lugar.
Viva o Botafogo!!
Escrito por Jose Mattos às 10h30
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A Dengue do Rio de Janeiro e seus culpados
Eu estou cético em relação aos resultados dessa campanha contra a Dengue. Outro dia foi entrevistado um sanitarista que disse estar próximo o fim da epidemia devido ao final do verão e ao fato de que a maioria das pessoas já terem sido atingidas. Ou seja, a epidemia esta perdendo força por causas naturais. Ok, isso eu acho possível e lógico.
Agora, ninguém vai me convencer que você vai exterminar o mosquito do dengue em uma cidade tão maltratada quanto o Rio de hoje obrigando as pessoas a secarem as poças de dentro de suas casas. E as poças de água que se espalham infinitamente pelas ruas e becos dessa cidade? Francamente, se alguem da prefeitura quisesse vistoriar minha casa em busa de água parada, eu proporia em primeiro lugar que visitássemos uma ou duas ruas da vizinhança e víssemos quanta água parada existe a céu aberto. E lixo para todo lado.
E em vez de se fazer uma campanha para limpar a cidade – e em conseqüência livrá-la de toda espécie de pestes – fica essa história ridícula de todo mundo a matar mosquito um a um como se isso fosse possível. Há uma flagrante transferência de responsabilidade para os cidadãos. A saúde pública da cidade é que colapsou, não são as casas que estão sujas. A imprensa falhou em falar isso. Ficou perdida na história culpando os hospitais e médicos que, em certa medida, são também vítimas do descaso com a sáude pública que é a principal causa do caos instaurado nos hospitais pelos milhares de pacientes novos.
Diria que as autoridades sanitárias da cidade executaram com maestria a operacão tirar o seu da reta. Estamos nós cidadãos (por não limparmos nossas casas) e médicos (por não terem como atender a milhares de pacientes) a nos sentirmos culpados de algo que não causamos.
E ninguém vá se surprender se no próximo verão começar tudo de novo. Ou você acredita que a cidade até lá será limpa?
Escrito por Jose Mattos às 09h45
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Botafogo ganha o Flamengo e salva um menino
Pois é, 3 a Zero Botafogo, domingo de glória. E, também, salvamos um garoto das garras do mal rubronegro. Explico: ontem levei ao Maracanã um amigo meu mexicano vivendo no Rio há uns seis meses e que me pedira para assistir a um jogo. Tudo combinado, ele avisou-me que levaria seu filho de 10 anos. Passei na lojinha do clube e comprei uma bela camisa oficial para dar para o garoto.
Ontem fui buscá-los e quando entreguei a camisa senti que o menino já tinha sido abdusido pela força do mal flamenguista. O garoto olhou a camisa com o olhar de quem comeu e não gostou e ficou quietinho com ela no colo. Nem um movimento de vestí-la.
O pai ficou meio sem graça, mas eu desanuviei o ambiente, troquei de assunto e deixei o gurí em paz. No estádio o pai me disse que o menino queria ir ao banheiro, entraram os dois e na saída lá estava a camisa vestida. Fiquei meio sem graça por que era óbvio que o pai empurrara a camisa pescoço abaixo da criança, mas dei um sorriso e disse para mim mesmo, agora é com o Fogão. Se ganharmos o jogo esse menino estará salvo das garras do urubú fedorento.
Dito e feito, show de bola do Fogão. Quando vejo, lá esta o nosso pequeno a comemorar com a torcida as jogadas ensaiadas que o Botafogo impunha aos pernas de pau do Flamengo sem o menor dó.
Voltamos para casa com a alma duplamente lavada: 3 a Zero e um botafoguense a mais no Rio de Janeiro.
Viva o Botafogo!!!
Escrito por Jose Mattos às 11h24
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Aeroporto de Macaé, caos é pouco
Acho que todo mundo já leu sobre o progresso que o petróleo da Bacia de Campos trouxe para Macaé. Uma região quase morta do Estado do Rio foi trazida da tumba para um surto de desenvolvimento impulsionado a hidrocarboneto. De uma hora para outra a Petrobrás colocou milhões na cidade e foi uma invasão de serviços, profissionais qualificados e...povão. O povão como sempre ficou para depois e enquanto esperavam sorte melhor se acomodaram em...favelas. Ah, como o meu Brasil varonil, céu de anil é previsível. Mesmo quando há como fazer a coisa certa, por aqui preferem a maneira errada. É da nossa natureza mesmo.
Então hoje eu após muito tempo embarquei no aeroporto de Macaé. Parece que é dos três mais movimentados aeroportos do mundo quando se trata de vôos de helicópteros. Pela quantidade de aparelhos que eu vi lá é bem possível mesmo. E o aeroporto é uma vergonha, como diria o saudoso Boris Casoy. É indescritível. Um casebre onde se apertam centenas de pessoas partindo e chegando das plataformas, FPSO, bases de apoio e outras unidades da indústria do petróleo. Gente de todo mundo, trazida pelas maiores empresas de petróleo do mundo que hoje trabalham na área junto com a Petrobrás, muitos deles vindos diretos do Galeão ou Guarulhos para lá e de lá de volta para seus países. Quer dizer, para esses o Brasil é o aeroporto de Macaé.
Pois nem pensando nos milhões que o petróelo arrecada e que é fornecido em grande parte pelos profissionais que embarcam nesse aerobarraco a Infraero, o Estado do Rio ou a Prefeitura conseguiram viabilizar algo melhor. É um grande exemplo dá incompetência do Estado e de como o consumidor é tratado quando não há concorrência.
Depois de mais de uma hora em um tremendo desconforto fui para a sala de briefing da companhia onde eles passam as instruções de segurança em helicóptero para os passageiros. Aí foi o coroamento, o piloto meio sem graça contou que o aparelho iria fazer um sobrevôo em sentido contrário logo após a decolagem a fim de não passar por cima da favela Nova Holanda. É que o pessoal de lá tem o hábito de dar tiros nos helicópteros. Uma moça mais assustadinha perguntou: “mas eles nunca acertaram, não é verdade”? E o piloto, meio sem graça, “ano passado atingiram a dois”.
Senhores passageiros tenham uma boa viagem.
Escrito por Jose Mattos às 18h14
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